ATIROU A PRIMEIRA PEDRA…

Como gostava muito de observar o comportamento humano, desde muito nova começou a se aprofundar nessa “arte” até que, a princípio, com boa intenção: não queria nela as atitudes que não gostava nos outros.

Com o tempo e a experiência, tornou-se profunda conhecedora da alma humana, achava ela. Por isso sempre tinha uma palavra amiga e um conselho bom para dar. Com mais tempo ainda e mais experiência, tornou-se uma grande julgadora da postura de alguns – muitos – humanos. Deve ter se cansado de ver sempre os mesmos erros nos atos das pessoas, bem como a falta de diálogo entre os envolvidos no problema, e, assim, foi perdendo a paciência. “Quem tem paciência não perde; se perdeu, nunca teve”, dizem alguns. Quando alguém vinha reclamando novamente com ela, se segurava para não enfiar a mão na cara da pessoa e orava, intimamente, para que o interlocutor perdesse a voz. Rs.

“Escolheu o cara igual aos outros que já teve e ainda quer reclamar do comportamento dele?”.
“Sempre de cara feia e reclamando, como quer parar em algum emprego?”.
“Bebe, bebe e bebe e quer ter saúde boa. Que jeito?”.
“Não há vento que te leve quando você não sabe para onde vai”.
Eis alguns dos pensamentos que vinham em sua cabeça enquanto procurava um meio de se mandar do lugar onde estava.

E foi se cansando disso e evitando a maioria das pessoas. Parava, conversava um pouco e já se “fugia”; se encontrava na rua, mudava de calçada quando possível para não ter que falar com elas. Às vezes, acha isso errado e nada cristão mas já está de “saco cheio”. Será que está totalmente errada? Será que as pessoas não estão muito chatas? Será que ela julga, ou, continua apenas observando e descartando as que não lhe acrescentam mais nada?

Hoje coloco duas frases antagonistas. Cada um que escolha a sua preferida neste caso:

“FICAR PERTO DE PESSOAS QUE SÓ RECLAMAM ESGOTA NOSSAS ENERGIAS.”

“QUEM JULGA AS PESSOAS NÃO TEM TEMPO PARA AMÁ-LAS”. MADRE TERESA DE CALCUTÁ

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