AMORES, ESTRANHOS AMORES

Era uma linda mulher. Inteligente, bem sucedida, independente, um sorriso contagiante e bom papo. Como explicar então o dedo podre que tinha quando escolhia homens para amar? Será que também era muito bondosa e se compadecia sempre dos “menos afortunados”? Os amigos nunca souberam dizer. Só agradeciam a Deus porque, mesmo com todos esses atributos, sempre era deixada por seus amores, que acabavam trocando-a por outras mulheres que nunca “estavam à sua altura”. Sem explicações, também, para o termo: ” à sua altura”.

Mas ela não desistia. Não dava certo com um que “venha o próximo”. Até tudo desandar.

Foram longos anos assim até que, parece, ela desistiu de amar. Digo parece porque o amor, quando menos se espera, aparece. Numa virada de esquina, numa pequena distração… olha ele aí.

Até agora, tudo calmo no horizonte. A mulher dedicou-se a viajar mais, ler mais, praticar mais esportes…Agora deu uma parada nas viagens, pois a pandemia esta aí né? Nos espremendo. Arrumou um cachorro para não ficar tão só neste período de quase isolamento.
Já recusou convites para “experimentar” um amor homoafetivo; prefere um amor “às antigas”. Direito dela.

Diz sempre não pensar mais nisso, mas, deixa o futuro em aberto porque se você planeja tudo, não tem como a vida te surpreender.

“PARA MIM NÃO EXISTE AMOR QUE NÃO DEU CERTO, E SIM PAIXÕES QUE NÃO CONSEGUIRAM VIRA AMOR”. Robert Albuquerque

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